Quando a parafina derrete perto do pavio e queima, ela emite luz perto do topo da vela. Na maior parte, esse lugar de onde sai luz permanece o mesmo e parece ter uma forma fixa. É essa aparente forma fixa que nos referimos como sendo a chama.
Aquilo que chamamos de “eu” é similar à chama. Embora tanto o corpo quanto a mente sejam um fluxo incessante, já que eles preservam o que parece ser uma forma constante, nos referimos a eles como “eu”.
No entanto, de fato, não há nenhum “eu” existindo como algo substancial. Há apenas o fluxo incessante. … A interdependência está por trás da existência dessa aparente forma fixa baseada em várias condições.
Isso é o ‘eu’
Kosho Uchiyama, em “Opening the Hand of Thought”.
Tricycle’s Daily Dharma, 13 de março de 2007.