Ignorância fundamental

No momento em que Sidarta* não encontrou nenhum “eu”, também não encontrou nenhum mal inerentemente existente — apenas ignorância. Especificamente, ele contemplou a ignorância de se criar uma etiqueta onde se lê “eu”, colá-la em um fenômeno composto totalmente sem fundamento, injetar aí importância e agonizar na proteção disso. Essa ignorância, ele descobriu, leva diretamente ao sofrimento e à dor.

Ignorância é simplesmente não conhecer os fatos, ter os fatos errados ou ter conhecimento incompleto. [...] Qualquer coisa que fazemos, surgida dessa ignorância é especulativa. Quando agimos sem compreensão ou com compreensão incompleta, não há base para a confiança. Nossa insegurança básica surge, e cria todas essas emoções, com ou sem nome, reconhecidas ou desconhecidas.

Dzongsar Khyentse Rinpoche, em “What Makes You Not a Buddhist”.
* Sidarta Gautama: príncipe indiano que se iluminou, tornando-se Buda.

Leia mais:
- sobre o conceito budista de “ignorância” neste ensinamento de Kalu Rinpoche.
- sobre a ilusão do ego no texto “Não-eu”.

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Comentários

  • NattyCampos: que assim seja! :)
  • Emer: Waldik: http://samsara.blog.br/2010/08 /surgimento-das-aparencias/
  • WALDIK: Alguém pode me explicar como nossa Natureza de Buda, que é sempre...
  • Sérgio: Li o texto de anônimo sobre “Eu quero comentar algo e...
  • noslen rubin: Belissimo texto é preciso que cada um de nós possa ter mais...
  • Tiago: Excelente! Devemos parar de procurar pelo Sol, e dizer do que é feito...
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