No momento em que Sidarta* não encontrou nenhum “eu”, também não encontrou nenhum mal inerentemente existente — apenas ignorância. Especificamente, ele contemplou a ignorância de se criar uma etiqueta onde se lê “eu”, colá-la em um fenômeno composto totalmente sem fundamento, injetar aí importância e agonizar na proteção disso. Essa ignorância, ele descobriu, leva diretamente ao sofrimento e à dor.
Ignorância é simplesmente não conhecer os fatos, ter os fatos errados ou ter conhecimento incompleto. [...] Qualquer coisa que fazemos, surgida dessa ignorância é especulativa. Quando agimos sem compreensão ou com compreensão incompleta, não há base para a confiança. Nossa insegurança básica surge, e cria todas essas emoções, com ou sem nome, reconhecidas ou desconhecidas.
Ignorância fundamental
Dzongsar Khyentse Rinpoche, em “What Makes You Not a Buddhist”.
* Sidarta Gautama: príncipe indiano que se iluminou, tornando-se Buda.
Leia mais:
- sobre o conceito budista de “ignorância” neste ensinamento de Kalu Rinpoche.
- sobre a ilusão do ego no texto “Não-eu”.