Fractal (clique para ampliar) “Fingers Holding Secrets”, de Joe Zazulak. Copiado deste site.
Se tudo é impermanente, então tudo é o que chamamos de vacuidade, que significa a ausência de qualquer existência duradoura, estável e inerente. E todas as coisas — quando vistas e compreendidas em sua relação verdadeira — não são independentes, mas interdependentes com todas as outras coisas.
O Buda comparou o universo a uma vasta rede feita de uma variedade infinita de jóias brilhantes, cada uma com um número incontável de faces. Cada jóia reflete em si todas as outras jóias da rede e é, na verdade, una com qualquer outra jóia.
Pense em uma onda no mar. Vista de certo ângulo, ela parece ter uma identidade distinta: um fim e um começo, um nascimento e uma morte. Vista de outro ângulo, a onda por si só não existe, mas é apenas o comportamento da água, vazia de qualquer identidade separada, mas cheia de água. Então quando você realmente pensa na onda, acaba entendendo que ela é algo temporariamente possível devido ao vento e a água, e também depende de um conjunto de circunstâncias, constantemente em mudança. Você também compreende que cada onda está relacionada a todas as outras ondas.
Impermanência e vacuidade
Sogyal Rinpoche, em “O Livro Tibetano do Viver e do Morrer“
Tricycle’s Daily Dharma, 21 de maio, 2007.