Thangka tibetana (clique para ampliar), do Himalayan Arts, retratando a deidade Tara na forma vermelha.
Corpo vajra significa um corpo que é perfeito e indestrutível. Não sendo nenhum sonho egoísta de imortalidade pessoal, paradoxalmente, ele brota da consciência da irrealidade do corpo.
Todo o universo material, tanto o corpo quanto o seu ambiente, aparece espontaneamente do vazio a cada instante; não tem solidez ou substancialidade; é indestrutível porque não existe nada que possa ser destruído. [...]
No vajrayana, o método de transformar o corpo, a fala e a mente comuns em corpo, fala e mente vajra é a prática da yoga da deidade. A yoga da deidade trabalha com todos os três aspectos ao mesmo tempo. Ela não traz necessariamente uma mudança exterior perceptível, mas é baseada em uma nova percepção de si próprio.
A transformação do corpo acontece por meio da meditação na forma da deidade. O meditante é a deidade central da mandala e todos os outros seres viventes são deidades dentro dele; a morada é um palácio milagroso e o mundo todo um paraíso, a terra pura da deidade. Todas essas formas são feitas de luz, tão insubstanciais quanto um arco-íris, mas ainda mais vívidas e lindas do que qualquer luz já vista pelos olhos.
Corpo da deidade
Francesca Fremantle, em “Vazio Luminoso“.
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OM TARE TAM SOHA