A desilusão com as buscas mundanas de felicidade não é suficiente. Nem sondar a profundidade do sofrimento ou a variedade do mal no mundo. Este conhecimento talvez o torne um bom filósofo existencial, mas não lhe dará a inspiração para se devotar à prática espiritual.
A compreensão teórica vem da leitura, de ouvir conferências, de conversas, de pensamentos, mas ela é como uma receita em um livro de culinária, e uma receita não é uma refeição. É somente pela prática do dharma que conseguimos a inspiração que sustenta a prática espiritual.
A própria prática o nutrirá com um sentido de felicidade e bem-estar. O sofrimento diminui. Os benefícios do dharma são testados pela própria prática do dharma.
Teoria espiritual
B. Alan Wallace, em “Budismo com Atitude”.