Meios hábeis de Buda

Você pode pensar que isso é um paradoxo: Buda se contradiz, dizendo que ele não existe, que tudo é vacuidade e, então, ensinando moralidade e salvação.

Mas esses métodos são necessários para não assustar as pessoas que não estão prontas para serem introduzidas à vacuidade. Elas vão sendo amansadas e preparadas para o ensinamento verdadeiro.

É como dizer que há uma cobra e jogar a gravata [que parece a cobra] pela janela. Esses métodos sem fim são o caminho. Contudo, o próprio caminho deve um dia ser abandonado, assim como você abandona um barco quando chega à outra margem — você deve desembarcar quando chegar.

No ponto de total realização, você deve abandonar o budismo. O caminho espiritual é uma solução temporária, um placebo que deve ser usado até que a vacuidade seja compreendida.

Dzongsar Khyentse Rinpoche, em “What Makes You Not a Buddhist”.

Leia mais:
- Sobre “meios hábeis”, em “O giro da roda da lei”, no Cristal Perfeito
- Amor e vacuidade
- Impermanência e vacuidade

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Comentários

  • Fatima Fonseca: Texto muito bonito, principalmente quando diz…Uma gota...
  • Janaina Bueno: Gostaria muito de connhecer melhor o Budismo Tibetano, moro no...
  • luiz sergio: Onde podemos encontrar a plena lucidez,a plena atenção, o amor,...
  • Lucas: Maravilhoso esse texto, expressou todo meu pensamento sobre Deus! Como...
  • Cléber A. Vianna...: Sou dicipulo de BUDDHA, praticante quero fazer amigos...
  • luiz sergio: E se estamos a todo o momento com a atenção voltada para a...
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