A jóia que brilha como uma lâmpada, Embora mergulhada na lama de um lugar impuro, Tem qualidades de luz naturais e auto-manifestas Que iluminam o céu. Da mesma maneira, a jóia preciosa da natureza da mente, Embora mergulhada em um corpo de existência impuro, Por sua natural luz de sabedoria Ilumina o espaço do dharmata*. (O Ornamento Vajra)
É simples assim. Resumindo, qualquer que seja o caso, todos os fenômenos escuros ou claros são apenas aparências da consciência na base de tudo. Todas essas aparências são controladas pelo poder do hábito fabricado. O modo como aparecem não é o modo como realmente são. Se alguém compreender que todos os fenômenos são naturalmente iluminados, será desnecessário procurar pelo caminho de Buda em algum outro lugar.
Iluminação natural
Rongzompa, em “Entrando no Caminho do Grande Veículo”
Citado por Thinley Norbu Rinpoche, em “A Cascading Waterfall of Nectar”
* dharmata: algo como “realidade absoluta”, apesar desse conceito reduzir e distorcer o significado de tal “realidade”