Por 300 anos após a morte de Buda, não havia nenhuma imagem dele. A prática das pessoas era um reflexo de Buda, não havia necessidade de externalizar isso. Mas, com o tempo, assim que a prática foi perdida, as pessoas começaram a colocar o Buda fora de suas mentes, de volta no espaço-tempo.
Assim que o conceito foi externalizado e imagens, criadas, grandes professores começaram a enfatizar de novo o significado anterior de Buda. Há um ditado: “Se você ver o Buda, mate-o”. Bastante chocante para pessoas que oferecem incenso e se devotam na frente de uma imagem.
Se você tem na mente o conceito de um Buda fora de você, mate-o, abandone-o [...] Buda Gautama repetidamente lembrava as pessoas de que a experiência da verdade vem de suas próprias mentes.
Joseph Goldstein, “The Experience of Insight”
Tricycle’s Daily Dharma, 18/06/08

Um Comentário
É que para uma grande maioria de pessoas, independente de suas crenças, o culto exterior permanece como o mais acessível, menos complexo (aparentemente). Então vemos os devotos, os pagadores de promessas, os penitentes.
Creio que Buda, Jesus, Alá, khirsna queriam e pregaram era que devíamos amar ao Criador acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Acender velas, incensar, ajoelhar na igreja, inclinar a cabeça…tudo pode ser resumido em culto externo.
O importante é o que você faz dos ensinamentos que recebeu e que diz ter compreendido. O exemplo nas ações. Pensamento reto, mente elevada…