O Buda descreveu todos os fenômenos mundanos como tendo três características: impermanência, sofrimento e não-ser. Sofremos porque imaginamos aquilo que é não-ser como sendo o ser, aquilo que é impermanente como sendo permanente, e aquilo que de um ponto de vista final é dor como sendo prazer.
A existência com essas três características é chamada “samsara”, que significa fluir continuamente, seguir em frente, de um momento para o próximo momento e de uma vida para a outra vida. Samsara não é o mundo externo real ou a própria vida, mas a maneira como os interpretamos.
Samsara é a vida como a vivemos sob a influência da ignorância, o mundo subjetivo que cada um de nós cria para si próprio. Este mundo contém bem e mal, alegria e dor, mas eles são relativos, não absolutos; podem ser definidos somente em relação uns aos outros, estão continuamente mudando para seus opostos.
Embora samsara pareça ser todo-poderosa e toda abrangente, é criada pelo nosso próprio estado mental como um mundo de sonho, e pode ser dissolvida no nada, como o despertar de um sonho. Quando alguém desperta para a realidade, mesmo por um momento, o mundo não desaparece, mas é experimentado em sua verdadeira natureza: puro, brilhante, sagrado e indestrutível.
Francesca Fremantle, em “Vazio Luminoso“

2 Comentários
Esse despertar do sansara pode até não ser tão difícil. Mas a pergunta é: É possível controlar esse despertar ao ponto de estarmos despertos o tempo todo????
Então, Gostei muito desse site pq me ajudou muito no meu trabalho de Religião