Para que estou aqui? Vivo de tal maneira que posso morrer sem arrependimentos? Quanto do que faço são concessões? Adio continuamente o que “realmente” quero fazer até ter condições mais favoráveis?
Fazer-se tais perguntas interrompe minha indulgência com os confortos do dia-a-dia e desfaz as ilusões de um acalentado sentimento de importância. Força-me a novamente procurar em minhas profundezas o impulso que me move e a abandonar as frivolidades de padrões habituais.
Exige que eu examine meu apego à saúde física, à independência financeira, a meus amigos queridos. Pois posso perdê-los facilmente; em última instância, não posso confiar neles. Existe algo de que eu possa depender?
É possível que somente posso confiar, no final, em minha integridade de continuar a fazer perguntas como “Já que a única certeza é a morte, e o momento da morte é incerto, o que eu deveria fazer?”? E então agir com base nelas.
Stephen Batchelor
“Budismo sem crenças”

2 Comentários
adorei receber o email ,mais gostaria de saber como posso ter isso em livrospara poder passar tambem par minha familia .
obrigado
olá Selma. No final do trecho, há o link para o livro. abs