Desejo e impermanência

Talvez fosse melhor se a vida não trouxesse mudança — se pudéssemos confiar em que ela nos proporcionará felicidade duradoura.

Mas, se isso não é verdadeiro, uma compreensão calma e clara do que é verdadeiro — nenhuma condição é permanente ou confiável — enfraqueceria o ponto pelo qual o desejo nos agarra.

O sofrimento pode desvanecer-se no despertar, devido ao absurdo dos pressupostos que o sustentam. Sem reprimi-lo ou negá-lo, pode-se renunciar ao sofrimento do mesmo modo como uma criança renuncia a um castelo de areia: não reprimindo o desejo de construí-lo mas desviando-se de um esforço que já não desperta nenhum interesse.

Stephen Batchelor
“Budismo sem crenças”

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Comentários

  • NattyCampos: que assim seja! :)
  • Emer: Waldik: http://samsara.blog.br/2010/08 /surgimento-das-aparencias/
  • WALDIK: Alguém pode me explicar como nossa Natureza de Buda, que é sempre...
  • Sérgio: Li o texto de anônimo sobre “Eu quero comentar algo e...
  • noslen rubin: Belissimo texto é preciso que cada um de nós possa ter mais...
  • Tiago: Excelente! Devemos parar de procurar pelo Sol, e dizer do que é feito...
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