A qualquer momento você pode escolher seguir a cadeia de pensamentos, emoções e sensações que reforçam a percepção de si mesmo como vulnerável e limitado, ou você pode lembrar que sua verdadeira natureza é pura, não condicionada e incapaz de ser ferida.
Você pode permanecer no sono da ignorância ou se lembrar que você está — e sempre esteve — acordado. De qualquer modo, você ainda está expressando a natureza ilimitada de seu verdadeiro ser. Ignorância, vulnerabilidade, medo, raiva e desejo são expressões do potencial infinito de sua natureza buda.
Não há nada inerentemente errado ou certo em fazer essas escolhas. O fruto da prática budista é simplesmente o reconhecimento que essas e outras aflições mentais são nada mais nada menos do que escolhas disponíveis para nós porque nossa verdadeira natureza é infinita em alcance.
Escolhemos a ignorância porque podemos. Escolhemos o estado desperto porque podemos. Samsara e nirvana são simplesmente diferentes pontos de vista baseados nas escolhas que fazemos sobre como analisar e compreender nossa experiência.
Não há nada mágico no nirvana e nada ruim ou errado no samsara. Se você está determinado a pensar em si mesmo como limitado, medroso, vulnerável ou assustado pelo passado, saiba apenas que você escolheu fazer isso. A oportunidade de vivenciar a si mesmo de modo diferente está sempre disponível.
Yongey Mingyur Rinpoche (Nepal, 1975 ~)
“Joyful Wisdom”, 3 | 12

Um Comentário
Somos fruto do caminho que definimos no direito que temos do livre arbítrio. Sofremos pelas nossas próprias decisões. Decidimos a cada instante o caminho a seguir. Creio ser o Poder da Escolha.