As vidas de muitos bodisatvas contemporâneos também são um exemplo do caminho do serviço altruísta. Um grande lama de minha família, Tulku Arik, entrou em retiro muito jovem, com onze ou doze anos, e assim permaneceu até por volta dos vinte e cinco anos. Depois passou um ano no monastério e retornou ao retiro, saindo apenas ocasionalmente para mendigar comida.
Graças à sua extraordinária realização meditativa, as qualidade de Tulku Arik eram visíveis e as pessoas percorriam longas distâncias para receber a sua benção. A cada três anos, ele permitia, por um período de uma semana, que as pessoas se sentassem com ele.
Elas podiam vê-lo por apenas um momento, se tivessem concordado em abster-se de qualquer ato de matar, incluindo fumar, caçar e pescar. A região que circundava o seu local de retiro passou a ser considerada como um santuário pleno de paz para todos os seres.
Conforme foi se espalhando a notícia de sua bondade e realização, as pessoas começaram a fazer peregrinações até a montanha onde ele habitava e lá deixavam oferendas, mas Tulku Arik raramente as tocava. De um saco enorme, ele tirava apenas uma porção mínima e deixava o restante para a comunidade de pobres que se reuniam naquela região e se alimentavam daquelas oferendas. Jamais aceitou dinheiro: ele nem mesmo tinha uma muda de roupa.
Chagdud Tulku Rinpoche (Tibete, 1930 – Brasil, 2002)
“Para abrir o coração“

2 Comentários
Obrigada Emerson!!!
Que todos os budas o cubram com uma chuva de bençãos! E que você espalhar para todos os seres essas bençãos, sem distinção, em todos os níveis de compreensão !!!
Boa semana a todos!
JO.
salve Joan!!