Tudo o que se apega ao aparecimento ou desaparecimento, como sendo bom ou mau, é apenas sua mente. E essa mente em si é a auto-radiância do Dharmakaya: aquilo que surge, seja o que for. Não se apegar ao que surge, não elaborar conceitos a partir disso, não aceitar nem rejeitar: Esse é o âmago da prática do bardo do dharmata.
O samsara é a sua mente, o nirvana também é a sua mente, Todo prazer e toda dor, e todas as ilusões e enganos não existem em parte alguma senão na sua mente. Ganhar o controle da sua própria mente: Esse é o âmago da prática do bardo do vir-a-ser.
Não se apegar ao que surge…
Tsele Natsok Rangdröl (Tibete, séc. XVII)
citado por Sogyal Rinpoche (Tibete, 1947 ~)
“O Livro Tibetano do Viver e do Morrer” 4 |21