Quando budistas se referem ao mundo como sendo “vazio”, eles querem dizer que o universo não vem com rótulos aplicados. Ao perceber e reconhecer certa forma plana com uma perna em cada canto, mentalmente a rotulamos como “uma mesa”, mas é a nossa mente que cria o rótulo “mesa”. Não há nenhuma qualidade de mesa a ser encontrada na própria mesa; então se diz que ela é “vazia” dessa qualidade de mesa.
Obviamente, todas as implicações disso vão muito além de mesas. Se tomarmos essa vacuidade pessoalmente, chegaremos à realização de que nenhum de nós tem um rótulo que diz “eu”.
Quando essa compreensão se aprofunda completamente e somos capazes de vivenciar todos os fenômenos sem aplicar rótulos, então alcançamos a “perfeição da sabedoria”, a última das “seis perfeições” no caminho do bodisatva.
Mike Crowley
“The Secret Drugs of Buddhism”

Um Comentário
Que acha de uma tradução deste livro? Ainda fico de cá esperando novas filhagens no debate sobre o uso de enteógenos na prática.
Namastê!