[...] Quando por fim estamos libertos do corpo que definiu e dominou nossa compreensão de nós mesmos por tanto tempo, a visão cármica de uma vida se exaure completamente, mas qualquer carma que poderá ser criado no futuro ainda não começou a se cristalizar. Dessa forma, o que acontece na morte é que há um “intervalo”, uma brecha ou espaço que é fértil e tem vastas possibilidades; é um momento de rico e imenso poder em que a única coisa que importa, ou poderia importar, é aquilo que a nossa mente de fato é. Despojada do corpo físico a mente fica nua, revelando surpreendentemente o que sempre foi: o arquiteto da nossa realidade.
O que acontece na morte
Sogyal Rinpoche (Tibete, 1947 ~)
“O Livro Tibetano do Viver e do Morrer” 2 | 14